Estudos OCDE
Education at a Glance - Portugal 2012 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

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No passado mês de Setembro a OCDE publicou mais um estudo importante sobre a educação em Portugal. Intitulado "Education at a Glance: OECD Indicators 2012" este estudo torna públicos os mais importantes indicadores sobre o estado da nossa escola e oferece informações que tornam possível uma análise pragmática sobre as vicissitudes com as quais nos debatemos e uma antevisão muito fundamentada sobre os caminhos novos que podemos (e devemos) seguir.

 

Porque acreditamos que a liberdade deve passar a ser o principal mote no nosso sistema educativo, deixamos aqui uma lista de tópicos centrados nas problemáticas apontadas pela OCDE, de forma a fomentar um diálogo crítico, sério e independente sobre as reformas educativas que Portugal terá de ser capaz de empreender.

 

Ensino Secundário

 

Portugal tem uma das taxas mais baixas de conclusão de ensino secundário na sua população entre 25-34 anos (está em 34 em 36 países) . Não obstante, o esforço de qualificação e de certificações, em resultado das "Novas Oportunidades" faz com que Portugal esteja entre os países com maior progresso nas qualificações. Mesmo considerando que a taxa de conclusão do secundario foi superior a 100% em 2010, estima-se que apenas 67% dos jovens completem o ensino secundario aos até aos seus 25 anos, comparados com 77% da média da OCDE. Relembre-se da nossa "Primeira Oportunidade" e também das "Escolas Satisfaz".

 

Ensino Universitário

 

Portugal apresenta taxas de frequência abaixo da média da OCDE (25% comparadas com 38% entre os 25-34 anos). Não obstante encontra-se entre os seis países com maior crescimento na formação superior. Por vezes "A Segunda Oportunidade" é o único caminho em direcção ao sucesso...

 

Taxa de Desemprego em Jovens sem Curso Superior

 

Com 10% desta população desempregada, Portugal tem a oitava taxa de desemprego mais elevada para a população sem formação superior, era de de 3.5% em 2000. Haverá uma relação entre "O Sistema Educativo e a Empregabilidade?"


Taxa de Desemprego em Jovens com Curso Superior

 

6,3% (em 2000 era de 2.7% e nos restantes países da OCDE o aumento foi menor, de 1.2%). A informação rigorosa e acessível, é um dos instrumentos mais importantes para podermos conhecer e perceber o nosso sistema educativo.

 

Prémio pela Frequência de um Curso Superior

 

Na média da OCDE uma pessoa com formação superior pode ganhar mais 55% do que um estudante que se ficou pelo ensino secundário. Em Portugal o prémio é de 69%, (em 1999 o premio era de 78%). A Escolha da Escola é essencial para reforçar a significância do ensino.

 

Nível Educativo das Famílias

 

Os jovens Portugueses oriundos de famílias com baixo nível educativo têm pouca probabilidade de obter um grau de escolaridade superior à dos seus pais, cerca de 60% não terminam os seus estudos secundários e apenas 20% obtém formação superior; Pelo contrario, a probabilidade de os filhos de pais licenciados serem também eles licenciados em Portugal (e na Turquia) é duas vezes superior aos restantes países da OCDE. A Equidade é essencial num sistema educativo livre e significante e o Drama do Insucesso Escolar é determinante para a qualidade da nossa escola.

 

Os Professores Portugueses

 

Diz-se que os professores Portugueses ganham mais do que outros profissionais Portugueses com grau de educação e de formação comparável; que os professores Portugueses passam mais tempo a ensinar do que os seus congéneres de outros Países da OCDE; ou que os custos salariais dos professores por aluno são muito elevados. Mas importante perceber a importância da relação entre Professores e Alunos num sistema educativo livre, e a forma como Professores e Famílias são peças essenciais para o fomento da qualidade da escola.

 

O Custo de um Aluno na Escola

 

Em percentagem do PIB, e só em despesa por instituições pública, Portugal está na média da OCDE, embora, a despesa publica por aluno seja menor do que a média OCDE em 2010. Por isso, o FLE vem alertando para a falta de determinação do verdadeiro e total custo por aluno, sublinhando que é uma questão de deficit democrático. Sabe Quanto Custa a Escola em Portugal?

 

O Financiamento do Ensino Superior

 

Diz-se que o financiamento privado do ensino superior em Portugal é ainda inferior à média da OCDE. Diz-se também que o financiamento público e as bolsas ultrapassam essa média... Mas fala-se pouco do Papel do Estado num sistema educativo livre.

 

Centralização Educativa

 

Representando um autêntico travão à inovação e à melhoria do sistema educativo, a crescente centralização educativa que existe em Portugal tem sido motivo de preocupação maior do FLE. Precisamos de comparar a forma como educamos com aquilo que existe noutros Países da OCDE e, acima de tudo, perceber que a Autonomia é um dos pilares fundamentais da cidadania.

 

Exames

 

Portgal optou por introduzir um exame no quarto ano de escolaridade. Na prática, só na Indonésia e nos Estados Unidos encontramos paralelo... Será que Os Exames Melhoram a Aprendizagem? e o que dizer dos Contrastes nos Exams Nacionais?

 

Despesas Educativas

 

Contextualizando a crise em que vivemos, é esperado que Portugal reduza a sua despesa com a educação. Mas será esse o caminho em direcção à Cidadania e a Liberdade de Educação que todos desejamos?

 

Dados retirados de diversos estudos promovidos pela OCDE e que poderá consultar na íntegra AQUI. Depois, conhecendo os dados, os números e as razões que sustentam algumas das afirmações ali contidas, torna-se mais fácil discutir com rigor e assertividade o caminho novo para a educação Portuguesa!

 

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Autonomia educativa, Portugal na OCDE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

 

Da análise dos resultados testes PISA, resulta que os sistemas com maior equidade educativa e melhores resultados, tendem a estar associados a países que conferem maior autonomia às suas escolas.

A autonomia das escolas tem várias expressões, nomeadamente i) a autonomia curricular e de avaliação de desempenho dos alunos e professores e ii) a autonomia de gestão nos recursos financeiros, educativos e de pessoal. Porém, como a autonomia por si só não melhora resultados educativos, necessita para ser efectiva de iii) liderança. A liderança, por sua vez, pressupõe um corpo docente e directores de escola preparados para determinarem as metas e objectivos da escola, para a avaliação e programas de formação permanente dos seus professores, com capacidade de motivação dos seus alunos e de comunicação com os pais e restante comunidade educativa. Sabe-se, também, que esta nova dinâmica de liderança só produz resultados se acompanhada de responsabilidade, ou prestação de contas.

Analisando estes dois parâmetros, a i) autonomia curricular e de avaliação de desempenho; ii) autonomia de gestão dos recursos da escola; e questionando aos directores de escola a sua iii) liderança, a OCDE acaba de publicar "Preparing Teachers and Developing School Leaders for the 21st Century".

De uma primeira leitura retiramos os factos seguintes:


  • Portugal aparece com autonomia negativa em todos os parâmetros, embora, no que toca à sua  liderança, os directores indiquem uma crescente autonomia nas suas escolas;
  • Dentro dos países da OCDE Portugal faz parte do universo de escolas com maior centralismo, tendo as escolas Portuguesas ainda menos autonomia que as do México e a Turquia, em alguns parâmetros. Só a Grécia tem um sistema de ensino ainda mais centralizador que o Português, porque os seus directores são da opinião que têm um pior desempenho em liderança do que o que responderam os directores das escolas Portuguesas.
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Para que possamos visualizar o que nos separa dos sistemas com autonomia, elaboramos este gráfico como exemplo, com a comparação entre Portugal, a média da OCDE e o Reino Unido.
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Infelizmente, este centralismo educativo não é novidade e as suas consequências impõem a medição do seu impacto real na qualidade e equidade educativa em Portugal. Bastam alguns números para recordarmos como este paradigma dirigista tem produzido trágicos resultados em termos de qualidade e equidade: 35% dos alunos do ensino básico chumba pelo menos uma vez e temos a maior taxa de abandono escolar da OCDE (27%), logo seguidos pelo México e pela Turquia, curiosamente, os mesmos países que nos acompanham neste estudo de autonomia das escolas.
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Se há escolas preparadas para os desafios de liderança do século XXI, porque não começar por abrir caminho àquelas escolas, sejam do Estado ou não, que o pretendem e que estão prontas para com responsabilidade e autonomia prestarem um serviço público de melhor qualidade? Continuaremos a insistir no argumento de que as escolas não estão preparadas?
E, já agora, qual o impacto esperado com o novo modelo para autonomia e gestão das escolas estatais e com a revisão curricular, quais as metas de autonomia, ou seja, em que posição estaremos no gráfico no próximo relatório da OCDE e como se reflectirá na qualidade e equidade educativa?
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Valeu a Pena Ler relembrar de que o modelo de autonomia das escolas tem repercussões na qualidade e equidade educativa?
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Nota 1: No relatório mencionam-se as reformas em curso no Estado de Ontário, no Canada, e na Austrália, reformas que o FLE já deu nota e que continuaremos a acompanhar como aferidores e medidores do impacto de políticas educativas, alicerçadas na concessão de maior autonomia, na liberdade de escolha da escola e num serviço público de oferta diversificada.
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Nota 2: para quem tiver curiosidade, juntamos o relatório da OCDE sobre o sistema educativo da Grécia, Education Reform a Priority for Better Future, porque as conclusões e recomendações seriam, eventualmente, semelhantes se Portugal se submetesse a igual avaliação.

 

 
The Impact of the Economic Recession and Fiscal Crisis on Education in OECD Countries PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Num cenário de crise economica e fiscal, a OCDE quis analisar o impacto da crise financeira na educação. À data do estudo , não foi possivel medir o impacto a longo prazo, mas retiraram-se logo algumas conclusões importantes. OECD Library.

 

 
Andreas Schleicher: 'Too many schools are just coasting' PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

There is an old gospel song called "He's Got The Whole World In His Hands". If that phrase was attached to anybody in education, it would be Andreas Schleicher, the softly spoken head of education at the Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). Every year he and his team compile the most comprehensive set of statistics analysing world education systems and how effectively they perform. The Independent, 22 Set 2011.

 

 
The Guardian sobre Education at a Glance PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Temas centrais são a chave para a reforma da educação. The Guardian, 17 Set 2011.

 

 
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