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Na Dinamarca a escolha da escola foi consagrada em 1915, por meio de um sistema de cheque ensino, que permite aos pais escolherem a escola dos seus filhos, independentemente de serem escolas do Estado, das comunidades locais ou privadas.
O sistema educativo da Dinamarca é bem reconhecido, principalmente, pela enorme variedade e diversidade dos projectos educativos impulsionados pelo mecanismo da livre escolha.
No site oficial do ME da educação Dinamarquês, lê-se:
Na Dinamarca, há nove anos de escolaridade obrigatória. Compete aos pais a escolha:
1. se num estabelecimento publico
2. se numa escola privada
3. se em casa
O objectivo é que todas as escolas e locais de ensino que obedecem aos padrões de qualidade por Lei sejam reconhecidas e recebam financiamento público, independentemente da sua ideologia, religião, etnicidade e motivação para o seu estabelecimento.
Desde 2001 que foram introduzidos mecanismos para o aperfeiçoamento da liberdade e autonomia da escola com vista a melhorar a qualidade no sistema publico. Os resultados Pisa demonstraram os resultados positivos destas medidas e, assim, em Dezembro de 2010, foram introduzidas metas mais ambiciosas para 2020:
a) todas as crinças devem saber ler no ano 2 (aos 8 anos);
b) antecipação das aprendizagens do ano 9 (15 anos) para o ano 8 (14 anos);
c) redução do numero de alunos com necessidades educativas especiais;
d) melhorar a qualificações científicas dos professores;
e) reformar e reforçar as regras de acesso de professores;
f) clarificação de objectivos de cada escola e maior transparência nos resultados.
Para ler mais sobre este assunto explore o nosso dossier sobre a Dinamarca em www.fle.pt -> Dossiers -> Dinamarca.
No debate nacional sobre a A Escolha da Escola, verificamos que existe alguma confusão entre o direito de escolha, que é o direito dos pais e das famílias, e o risco das escolas fazerem selecção de alunos. Importa esclarecer, que o direito de escolha é dos pais e não da escola. Cabe ao Estado garantir que assim seja. Leia as reflexões de AHC no Expresso Online.
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