Autonomia
Autonomia e Liberdade de Educação PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

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Assente no pressuposto de que a Liberdade de Educação exige autonomia e que esta, nas suas múltiplas vertentes, é essencial na definição dos critérios de qualidade que defendemos para as escolas, o FLE tem vindo a defender um reforço da autonomia em termos curriculares; em termos da avaliação do desempenho de professores e alunos; em termos da gestão dos recursos financeiros, educativos e de pessoal; e em termos de liderança.

 

O grau de autonomia existente no sistema educativo, surge sempre associado aos resultados das escolas e à qualidade das aprendizagens dos estudantes. Não é possível adequar o funcionamento e organização da escola às características específicas dos seus alunos, melhorando assim os seus resultados, sem oferecer a essas mesmas escolas a autonomia necessária para avançarem nesse sentido. Nos países onde a autonomia é uma realidade efectiva e nos quais o foco das preocupações é colocado nos alunos e não no próprio sistema, é visível um reforço efectivo ao nível da generalidade dos parâmetros que permitem avaliar a escola e, sobretudo, assiste-se a uma evolução das discussões e das problemáticas que envolvem a educação.

 

Aqui, ao contrário do que sucede em Portugal, o mote da discussão coloca-se agora na tentativa de perceber se a educação é uma ciência ou se é antes uma arte de transmissão de conhecimentos...

 

Conheça melhor a posição do FLE relativamente à autonomia e a sua relação directa com a Liberdade de Educação, ouvindo o Professor Fernando Adão da Fonseca sobre este assunto no Canal de Vídeos do FLE no Youtube ou assistindo a este VÍDEO do Professor Daniel Willingham sobre esta interessante discussão.

 

 
Education reform: a priority for a better future PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Remarks by Angel Gurría, OECD Secretary-General, delivered at the launch of the OECD Report on the Education Policy of Greece. OCDE.

 

 
Preparing Teachers and Developing School Leaders for the 21st Century PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Background Report for the International Summit on the Teaching Profession. OCDE.

 

 
Autonomia educativa, Portugal na OCDE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

 

Da análise dos resultados testes PISA, resulta que os sistemas com maior equidade educativa e melhores resultados, tendem a estar associados a países que conferem maior autonomia às suas escolas.

A autonomia das escolas tem várias expressões, nomeadamente i) a autonomia curricular e de avaliação de desempenho dos alunos e professores e ii) a autonomia de gestão nos recursos financeiros, educativos e de pessoal. Porém, como a autonomia por si só não melhora resultados educativos, necessita para ser efectiva de iii) liderança. A liderança, por sua vez, pressupõe um corpo docente e directores de escola preparados para determinarem as metas e objectivos da escola, para a avaliação e programas de formação permanente dos seus professores, com capacidade de motivação dos seus alunos e de comunicação com os pais e restante comunidade educativa. Sabe-se, também, que esta nova dinâmica de liderança só produz resultados se acompanhada de responsabilidade, ou prestação de contas.

Analisando estes dois parâmetros, a i) autonomia curricular e de avaliação de desempenho; ii) autonomia de gestão dos recursos da escola; e questionando aos directores de escola a sua iii) liderança, a OCDE acaba de publicar "Preparing Teachers and Developing School Leaders for the 21st Century".

De uma primeira leitura retiramos os factos seguintes:


  • Portugal aparece com autonomia negativa em todos os parâmetros, embora, no que toca à sua  liderança, os directores indiquem uma crescente autonomia nas suas escolas;
  • Dentro dos países da OCDE Portugal faz parte do universo de escolas com maior centralismo, tendo as escolas Portuguesas ainda menos autonomia que as do México e a Turquia, em alguns parâmetros. Só a Grécia tem um sistema de ensino ainda mais centralizador que o Português, porque os seus directores são da opinião que têm um pior desempenho em liderança do que o que responderam os directores das escolas Portuguesas.
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Para que possamos visualizar o que nos separa dos sistemas com autonomia, elaboramos este gráfico como exemplo, com a comparação entre Portugal, a média da OCDE e o Reino Unido.
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Infelizmente, este centralismo educativo não é novidade e as suas consequências impõem a medição do seu impacto real na qualidade e equidade educativa em Portugal. Bastam alguns números para recordarmos como este paradigma dirigista tem produzido trágicos resultados em termos de qualidade e equidade: 35% dos alunos do ensino básico chumba pelo menos uma vez e temos a maior taxa de abandono escolar da OCDE (27%), logo seguidos pelo México e pela Turquia, curiosamente, os mesmos países que nos acompanham neste estudo de autonomia das escolas.
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Se há escolas preparadas para os desafios de liderança do século XXI, porque não começar por abrir caminho àquelas escolas, sejam do Estado ou não, que o pretendem e que estão prontas para com responsabilidade e autonomia prestarem um serviço público de melhor qualidade? Continuaremos a insistir no argumento de que as escolas não estão preparadas?
E, já agora, qual o impacto esperado com o novo modelo para autonomia e gestão das escolas estatais e com a revisão curricular, quais as metas de autonomia, ou seja, em que posição estaremos no gráfico no próximo relatório da OCDE e como se reflectirá na qualidade e equidade educativa?
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Valeu a Pena Ler relembrar de que o modelo de autonomia das escolas tem repercussões na qualidade e equidade educativa?
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Nota 1: No relatório mencionam-se as reformas em curso no Estado de Ontário, no Canada, e na Austrália, reformas que o FLE já deu nota e que continuaremos a acompanhar como aferidores e medidores do impacto de políticas educativas, alicerçadas na concessão de maior autonomia, na liberdade de escolha da escola e num serviço público de oferta diversificada.
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Nota 2: para quem tiver curiosidade, juntamos o relatório da OCDE sobre o sistema educativo da Grécia, Education Reform a Priority for Better Future, porque as conclusões e recomendações seriam, eventualmente, semelhantes se Portugal se submetesse a igual avaliação.

 

 
Eurydice PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Autonomia das Escolas na Europa Políticas e Medidas

 

 
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